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Breve Tour Gastronômico por Piraju

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Carlinhos visitou restaurantes

Saborear e apreciar bons pratos é dom e privilégio de poucos

Pois é, amigos de Itaporanga, Itaí, Itararé, Itapeva e demais cidades desse circuito encantador repleto de gente boa, simpática e bem informada que estão ao alcance de nosso site, o Farol Notícias. Caso venham a Piraju, a negócios ou passeio, quero lhes apresentar o pequeno breviário que preparei para vocês no tocante ao quesito alimentação. Afinal, viajar dá uma baita fome, não? Sem precisar gastar muito, indico-lhes quatro points locais, com a garantia da satisfação garantida, gula saciada e sem que os bolsos sofram uma baixa significativa. De cada um desses lugares apetitosos, destaquei o prato principal da casa, sejam eles bares, restaurantes, lanchonetes ou padarias. Vamos lá?

Lanchonete O Rei do Salgado – Situada bem no centro da cidade, atrás da igreja matriz, pelo nome já se conclui que a humildade não é o seu forte. Espremida e pequena, tem só duas mesas para os fregueses, que costumam comer e beber de pé, apreciando o movimento do lugar, que não é pouco. Seu trunfo é a torta de bacalhau, frita na hora e com todo aquele peixe derretendo lá dentro. A massa meio doce ajuda ainda mais na apreciação do salgado, que custa a bagatela de 2 reais a unidade. Claro que ninguém é louco de comer uma só né?

Quitanda São José – Fora do centro, um pouco mais longe, na Avenida São Sebastião, em frente a nova sede da Polícia Militar, tomando-se como referência o cemitério. É o point preferido dos ricos e poderosos de Piraju, lugarzinho muito bem frequentado, só por gente bacana e endinheirada e que ultrapassou há muito o rótulo de mera “quitanda”, já que tem açougue e padaria. E é lá, na padaria, que o local oferece sua preciosidade: as empadas de camarão, que rivalizam com aquelas das grandes e famosas casas do gênero da capital. Grandes e recheadas, são feitas com aquela “massa podre” que derrete na boca. Costumam vir em embalagens com 2 unidades cada, que custa 4 reais. Barbada.   

Skina Pão – Na mesma avenida, no final, bem ao lado da entrada da cidade que tem aquele peixe enorme como atração na rotatória. Como o nome indica, é uma padaria. Há pouco tempo, entrou para o ramo das “quentinhas”, com serviço de delivery. Entrega, na verdade, 3 marmitas, redondas e de isopor: uma com a comida propriamente dita, outra com a salada e a última com um mimo: a sobremesa (sempre com alguma coisa da padaria). A embalagem pequena custa 10 reais, a média 11 e a grande 12, com uma comida de lamber os beiços, como diria vovô nos bons tempos. Tudo muito moderno e lacrado a vácuo. E pensar que ainda tem gente que cozinha em casa…

Nicolau Max (o restaurante) – O melhor super-mercado de Piraju e região tinha que fazer jus à sua fama quando resolveu investir no ramo da alimentação. Sua extraordinária lanchonete/restaurante, inaugurada há alguns poucos anos, com sua decoração atípica nos remete a outros lugares que não Piraju (felizmente). Sempre lotada, serve brunch da manhã, almoço, café da tarde e jantar, já que só fecha às 9, normalmente. Entre delicatessens da hora do lanche, salgadinhos discretos, saladas econômicas, caldinhos e deliciosas massas da nona, traz como ponto forte de seu cardápio o Prato Executivo com arroz, feijão, batata frita, mandioca frita e filé de frango, porco ou boi por inacreditáveis 14 reais! Tudo em porções gigantescas, fresquinho, saindo fumaça, e que dá prá dois comer! (mas não contem que eu contei tá?) de tanta comida que vem! Realmente, um assombro, consagrado pela maciça freguesia diária.

Então, motivados? Que não seja pelo motivo “fome” que Piraju deixará de contar com a presença de vocês quando quiserem ou precisarem vir. Além dos points citados, os quais, claro, são da preferência do autor, a cidade conta com uma vasta rede de bares, restaurantes e lanchonetes, no atendimento aos visitantes e locais. Sejam todos bem vindos.       

 

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Carlinhos Barreiros

O autor é escritor, jornalista, crítico de cinema e literatura. Já lançou o livro de contos “Insânia” (ed-independente, esgotado) e está revisando, no momento, seu segundo livro, também de contos, intitulado “Alana e a Lâmpada Mágica”. Atualmente, mora em Piraju, ao lado de seu gato preto, Félix.