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“Despacito” ganha o mundo

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Musica tomou conta do gosto popular

“Despacito” decolou rumo ao topo das paradas americanas e canadenses

Nem Julio Iglesias. Nem Luis Miguel. E muito menos Roberto Carlos, com ou sem Jennifer Lopes, no infantilóide “Chegaste” (llegaste). A segunda canção interpretada em língua não-inglesa (no caso, o espanhol) a atingir o topo da parada norte-americana (o notório Billboard TOP 100) é “Despacito”, regaton do cantor porto-riquenho Luis Fonsi feat o rapper norte-americano Daddy Yankee.

Composto por seus intérpretes mais Erika Ender, o arrasa-quarteirão foi lançado como single nos Estados Unidos em 13 de janeiro deste ano. Três meses depois, ganhou um remix com os vocais do popstar canadense Justin Bieber (coisa comum no mercado fonográfico americano, que tem mais produtores e DJs do que propriamente intérpretes – cantores & cantoras). Daí o bicho pegou. Com o empurrãozinho de Bieber (sem clipe por enquanto) “Despacito” decolou rumo ao topo das paradas americanas e canadenses.

E não só delas. O single está em Primeiro Lugar também nas paradas do Reino Unido, que inclui Inglaterra, Escócia e Irlanda. O que significa que o mundo – pelo menos o civilizado – já está conquistado.

A última canção cantada em espanhol a conseguir tal feito foi a popularíssima “Macarena”, do duo Los del Rio, no longínquo ano de 1986. Essa fez tanto sucesso mundo afora que até hoje é executada à exaustão em nichos especiais, principalmente cruzeiros lotados de gente velha, onde senhoras de cabelo azul duro de laquê e vovôzinhos de aparelho auditivo e dentadura amarelada fazem trenzinho para cantar e dançar “Macarena”.

Fonsi (que já ganhou um Grammy Latino) e Yankee aparecem no divertido e colorido clipe da canção (1 bilhão e 461 milhões de visualizações no Youtube até quinta-feira desta semana) dançando e cantando (claro!) numa divertida festa latina (ou pelo menos é o que parece), cheia de mulheres gostosas e malandros. O clipe, que não tem criatividade nenhuma, vale pelo apelo irresistível de seu ritmo e o carisma de seus intérpretes. Realmente, é impossível ficar parado: os pés insistem em se mexer e os quadris a rebolar.

Resta agora torcer para que o chato do Latino não faça nenhuma versão em português do hit, algo tipo “Dez Passinhos”. Em tempo: “Despacito”, em Espanhol, quer dizer “devagarinho”. Ou será que já fez?    

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Carlinhos Barreiros

O autor é escritor, jornalista, crítico de cinema e literatura. Já lançou o livro de contos “Insânia” (ed-independente, esgotado) e está revisando, no momento, seu segundo livro, também de contos, intitulado “Alana e a Lâmpada Mágica”. Atualmente, mora em Piraju, ao lado de seu gato preto, Félix.