Palestra sobre Alimentação Saudável ´para pacientes diabéticos é ministrada na US Wanderley Spadaccini em Itaporanga

Assessoria de Comunicação
Assessoria de Comunicação Itaporanga
Palestra foi realizada no dia 20 de novembro

Palestra ministrada pela estudante de Educação Física CAROLINA CARDOSO, onde realizou orientações sobre a doença e atividades físicas com os pacientes presentes, e seguindo com o tema e orientações com a estudante de Nutrição GABRIELLY LOPES.

Quando se fala na alimentação de diabéticos, existe a ideia de que a dieta deve ser bem limitada. Na verdade, é exatamente o contrário.

É importante que a dieta para diabetes seja bem variada, composta por alimentos naturais, que colaborem para estabilizar o nível glicêmico do sangue.

Existem basicamente três tipos da doença: o diabetes tipo 1, que normalmente é diagnosticado na infância e adolescência. Representa cerca de 10% dos pacientes e trata-se de uma reação autoimune do corpo, que passa a atacar as células do pâncreas. Assim, o órgão deixa de produzir a insulina — hormônio que leva a glicose (o açúcar dos alimentos) do sangue ao interior das células para ser transformada em energia.

O diabetes tipo 2 normalmente é diagnosticado na pessoa adulta, em geral após os 40 anos, e costuma estar associado à obesidade e ao sedentarismo. Envolve os outros 90% de pacientes. O excesso de gordura no organismo causa uma resistência à insulina, dificultando o trabalho do pâncreas, que pode entrar em colapso.

Por fim, existe o diabetes gestacional, que costuma surgir na gravidez em mulheres com predisposição. Pode persistir ou não depois do parto e atinge até 25% das grávidas.

O diagnóstico de diabetes é feito por meio do exame de sangue. O mais comum é a glicemia de jejum, que mostra o índice de açúcar no sangue naquele momento. No entanto, o exame mais recomendado e seguro é o de hemoglobina glicada, que apresenta uma “fotografia” do perfil glicêmico dos últimos 90 dias. É considerado diabético o paciente que apresentar uma glicemia de jejum maior do que 126 mg/dl ou a hemoglobina glicada maior do que 7%.

Estudos apontam que apenas 60% das pessoas sabem que têm diabetes. Acredita-se que só metade dos pacientes apresentam sintomas claros, como excesso de sede, aumento do volume urinário e perda de peso repentina. A outra metade, quando percebe, é tarde demais e já está com alguma complicação instalada. Saber que tem a doença é o primeiro passo para iniciar os cuidados necessários.