6 de março: 155 anos de emancipação político-administrativa

Da Redação
6 de março: 155 anos de emancipação político-administrativa Foto: Reprodução
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O dia 6 de março marca uma data histórica para o município de Itaporanga, no sudoeste do estado de São Paulo. Nesta data, a cidade comemora 155 anos de emancipação político-administrativa, conquistada em 1871, quando deixou de pertencer à antiga vila de Itapeva da Faxina e passou a ter autonomia como município.

Com população de 14.085 habitantes, segundo o IBGE, Itaporanga está situada na região de Itapeva, a cerca de 365 quilômetros da capital paulista, fazendo divisa com os municípios de Barão de Antonina, Riversul, Coronel Macedo, Fartura, Itaberá e com Santana do Itararé, no Paraná.

Entre os principais patrimônios do município está o Mosteiro de Nossa Senhora da Santa Cruz, considerado o terceiro maior mosteiro da América Latina e o segundo maior do Brasil. Fundado em 1936 por monges cistercienses alemães, o local tornou-se um importante polo de turismo religioso, atraindo visitantes de diversas regiões.

Atualmente, a administração municipal é conduzida pelo prefeito Fábio Benini e pelo vice-prefeito Jeferson Caju. A Câmara Municipal conta com nove vereadores, tendo como presidente Zé Bezerra, além do vice-presidente Thomaz Morita e do primeiro secretário Márcio Rodrigo.

Origens históricas
A história de Itaporanga remonta a 21 de agosto de 1845, data apontada como sua fundação após pesquisas realizadas pelo professor João Castilho no Instituto Histórico e Geográfico do Estado de São Paulo.

O povoado surgiu a partir de uma missão de padres capuchinhos vindos da Itália, organizada pelo Barão de Antonina, com o objetivo de catequizar os indígenas da região e estabelecer rotas de comunicação entre a então Província de São Paulo e o sul do Mato Grosso.

Inicialmente chamada de São João Batista da Faxina, a localidade teve como figura central o missionário italiano Frei Pacífico de Montefalco, considerado o fundador da cidade. Ele viveu em uma choupana no meio da mata, que servia tanto como moradia quanto como espaço para celebrações religiosas. Entre 1849 e 1853 foi construída a primeira capela, que mais tarde se tornaria a matriz de São João Batista.

A localização da igreja, no ponto mais alto da região, seguiu uma determinação do bispo de São Paulo para evitar áreas sujeitas a enchentes. Essa decisão acabou influenciando o desenvolvimento urbano da cidade, que se formou em torno da residência do missionário e de uma fonte de água existente no local.
Em 1899, uma lei provincial alterou o nome da vila para Itaporanga, palavra de origem tupi-guarani que significa “pedra bonita”.

Município e desenvolvimento
Situada em uma colina a mais de 500 metros de altitude, a cidade apresenta condições naturais favoráveis ao escoamento das águas pluviais, característica que contribuiu para seu crescimento urbano ao longo do tempo.

Atualmente, a economia local é baseada no comércio varejista, indústria de confecções, agropecuária e turismo religioso, e o município possui IDH de 0,719. As principais vias de acesso são as rodovias SP-255 e SP-281.

Assim, o 6 de março representa mais do que uma simples data no calendário: simboliza o momento em que Itaporanga conquistou sua autonomia e iniciou um novo capítulo em sua história, consolidando-se como um município de tradição, fé e desenvolvimento no interior paulista.

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