Armas nucleares: o cálculo de sobrevivência de Kim Jong-un diante da guerra no Irã
Foto: Foto: KCNA via REUTERS A
guerra no Irã reforçou, para analistas, a percepção de que os Estados Unidos
mantêm uma postura intervencionista, o que acende alertas na Coreia do Norte
sobre um possível alcance dessas ações. Apesar das semelhanças entre Irã e
Coreia do Norte — ambos isolados e sancionados —, a principal diferença é o
arsenal nuclear norte-coreano, visto como fator central de dissuasão.
Diante
dos recentes acontecimentos, Pyongyang adota cautela e evita protagonismo,
entendendo que até negociações podem não impedir ações militares americanas.
Para especialistas, o caso iraniano reforça a ideia de que armas nucleares são
essenciais para a sobrevivência do regime de Kim Jong-un, servindo tanto como
instrumento de pressão quanto como garantia contra intervenções externas.
Enquanto
tentativas de desnuclearização fracassaram no passado e perderam prioridade nos
governos recentes dos EUA, a Coreia do Norte avançou significativamente em seu
programa nuclear e de mísseis. Sem confiar plenamente no apoio de aliados como
Rússia e China, o país considera irreversível sua condição de potência nuclear
e descarta negociações nesse sentido.
Esse
cenário também pressiona a Coreia do Sul, que passa a questionar a
confiabilidade dos EUA e a necessidade de fortalecer sua própria defesa. Ainda
assim, uma ação militar direta contra Pyongyang é considerada improvável, já
que dependeria de uma iniciativa sul-coreana, o que não está no horizonte
atual.
Por
fim, a resistência do Irã diante de forças superiores é vista como encorajadora
para a Coreia do Norte, que reforça sua estratégia de manter e ampliar seu
poder nuclear como garantia de sobrevivência e estabilidade do regime.





COMENTÁRIOS