Justiça aumenta para 22 anos pena de homem que matou companheira
Fachada do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), no Centro da capital paulista. — Foto: Divulgação A
Justiça ampliou para 22 anos de prisão a pena de Marcelo Juiz da Costa Silva,
condenado pelo assassinato da companheira, Elizete Silva de Lara, em Itapeva. O
crime ocorreu em 2024, e a decisão que elevou a sentença foi divulgada nesta
segunda-feira (6).
Segundo
o Tribunal de Justiça de São Paulo, o aumento da pena ocorreu após recurso
apresentado pelo Ministério Público de São Paulo. Inicialmente, em agosto de
2025, o réu havia sido condenado a 17 anos e seis meses de prisão.
A
defesa recorreu da decisão, argumentando que as qualificadoras de motivo torpe
e feminicídio teriam caráter subjetivo. No entanto, o pedido foi rejeitado pela
Justiça.
De
acordo com o processo, o crime foi motivado por ciúmes. Marcelo imobilizou a
vítima e a estrangulou até a morte. Em seguida, envolveu o corpo em um
cobertor, abandonou-o no local e fugiu. Ele se apresentou às autoridades três
dias depois.
Ao
analisar o recurso, o relator do caso, Hugo Maranzano, destacou que a
qualificadora de feminicídio é aplicável, já que a vítima foi morta por ser
mulher. Já o motivo torpe foi reconhecido em razão da motivação por vingança.
Marcelo
foi preso preventivamente em outubro de 2024 e, posteriormente, transferido de
unidade prisional pela Secretaria da Administração Penitenciária. Atualmente,
ele cumpre a pena em regime fechado.





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