Após filha ser diagnosticada com Down ainda no útero, pai cria fundação de apoio a pessoas com síndrome no interior de SP

Fonte: portal G1
Após filha ser diagnosticada com Down ainda no útero, pai cria fundação de apoio a pessoas com síndrome no interior de SP Foto: Arquivo Pessoal

Após o diagnóstico de Síndrome de Down ainda durante a
gestação da filha, o morador de Capão Bonito (SP), Evandro Simognini,
transformou a experiência pessoal em um projeto de apoio a outras famílias. A
partir da descoberta, ele e a esposa, Rafaela, criaram a Fundação Elisa
Melikardi Simongini (Fems), instituição que hoje leva o nome da filha e atua no
acolhimento de pessoas com a condição.

 

Com cerca de um ano de funcionamento, a fundação já atende
26 pessoas e vem ampliando sua estrutura com apoio de empresas parceiras. O
objetivo é oferecer suporte gratuito a pessoas com trissomia do cromossomo 21
(T-21), independentemente da idade, incluindo orientação psicológica e
assistência em situações pontuais, conforme a necessidade de cada caso.

 

Segundo Evandro, a proposta surgiu do desejo de transformar
o impacto do diagnóstico em uma ação concreta de acolhimento. A instituição
também trabalha na articulação de iniciativas como o “Café Sensorial”, evento
que busca aproximar empresas e pessoas com deficiência, incentivando
oportunidades de trabalho em um modelo de inclusão mais ampla.

 

A Fems já realizou encontros em diferentes cidades, como
Maringá (PR), Paraguaçu Paulista e São José dos Campos (SP), com o objetivo de
sensibilizar o setor produtivo para a inclusão no mercado de trabalho.

 

Entre os atendimentos realizados, a fundação já prestou
auxílio emergencial em casos de necessidade médica e suporte psicológico a
famílias em situação de vulnerabilidade emocional. Evandro destaca ainda que
pessoas com Síndrome de Down podem apresentar envelhecimento precoce, o que
reforça a importância de acompanhamento contínuo.

 

Além da assistência direta, a Fems também planeja ampliar
suas atividades por meio de parcerias e eventos de socialização, buscando incluir
pessoas neurotípicas e atípicas no mesmo ambiente. A proposta, segundo o
fundador, é fortalecer a convivência e a inclusão no cotidiano.

 

























Com atuação também digital, a fundação pretende expandir o
alcance do atendimento para outras regiões do país, mantendo a base em Capão
Bonito e ampliando a rede de apoio a famílias de pessoas com T-21.




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