Homem é condenado a mais de 103 anos de prisão por matar esposa e filha a facadas no interior de São Paulo
Foto: Reprodução A Justiça condenou Wellington Alves de Queiroz a 103 anos, 8
meses e 12 dias de prisão pela morte da esposa, Daniele da Silva de Lara
Queiroz, de 36 anos, e da filha do casal, Sophia Lara de Queiroz, de 5 anos. Os
crimes ocorreram em novembro de 2024, em Boituva (SP). O julgamento foi
realizado nesta terça-feira (4), e a decisão cabe recurso.
Wellington foi condenado por dois homicídios qualificados,
incluindo as circunstâncias de meio cruel, vítima menor de 14 anos e prática do
crime na presença de familiar. Na ocasião, o filho do casal, de 7 anos e
diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), presenciou os
assassinatos.
O réu confessou os crimes. Segundo a investigação, durante
uma discussão com a esposa, Daniele teria corrido cerca de 50 metros pela rua,
carregando a filha nos braços e buscando ajuda. Wellington a perseguiu armado
com duas facas e atacou as duas.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Carlos
Palumbo Delgallo, o homem afirmou durante o interrogatório que não pretendia
atingir a filha e alegou que a criança teria tentado defender a mãe. A versão,
porém, não foi confirmada pelas testemunhas, que relataram que Sophia estava no
colo da mãe no momento do ataque.
O casal tinha dois filhos, ambos com TEA. Após o crime, o
menino que presenciou os assassinatos ficou sob os cuidados da avó materna e
deixou Boituva para morar com ela. Na época, a Secretaria Municipal de Educação
informou que ofereceria suporte à criança, inclusive para a transferência
escolar.
Ainda segundo a polícia, Daniele nunca havia registrado
boletim de ocorrência contra o marido e não possuía medida protetiva.
Wellington também já havia sido apreendido por outro
homicídio cometido em Osasco (SP), quando ainda era adolescente.




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