DIG de Avaré avança contra grupo suspeito de fraudes milionárias no setor têxtil
Foto: Divulgação A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Avaré realizou,
nesta quinta-feira (6), uma nova fase da Operação Comprador Fantasma, com o
objetivo de desarticular um grupo investigado por aplicar golpes contra
empresas do setor têxtil. A ação foi realizada no município de Ibitinga, com
cumprimento de mandado de prisão preventiva e buscas domiciliares.
Um homem de 38 anos foi preso preventivamente por
determinação da Justiça, após representação da autoridade policial responsável
pelo inquérito, delegado Adriano Leite de Assis. O investigado foi localizado em
sua residência e permanece à disposição do Poder Judiciário.
Durante as buscas, os policiais apreenderam sete celulares,
máquina de cartão, documentos, notas fiscais e outros materiais considerados
importantes para a investigação. Também foram encontrados 18 rolos de toalha
térmica para mesa, com 30 metros cada, produtos que, segundo a apuração,
estariam relacionados ao esquema criminoso.
Um dos celulares apreendidos chamou a atenção dos
investigadores: o aparelho havia sido escondido pelo suspeito sobre uma calha
no telhado do imóvel, mas foi localizado e incorporado às provas da
investigação.
Investigações apontam prejuízo superior a R$ 100 mil
A Operação Comprador Fantasma teve início após uma empresa
tradicional de Avaré identificar que sua identidade empresarial havia sido
usada de forma fraudulenta para realizar compras junto a fornecedores do ramo
têxtil.
A primeira fase da operação foi deflagrada em 22 de julho,
com ações em Santa Bárbara d'Oeste, Americana e Ibitinga. Na ocasião, um homem
de 65 anos foi preso preventivamente e apontado como um dos principais
articuladores do esquema. Foram apreendidos cerca de R$ 9 mil em dinheiro,
notebook, celulares, cartões bancários, chips telefônicos, dispositivos de
armazenamento e documentos.
Segundo a DIG de Avaré, o grupo utilizava identidades
empresariais falsas para realizar grandes compras de mercadorias e,
posteriormente, encaminhava os produtos para receptadores, principalmente em
Ibitinga, onde eram redistribuídos.
Os prejuízos inicialmente identificados ultrapassam R$ 100
mil, mas a Polícia Civil não descarta a existência de novas vítimas e o
envolvimento de outros integrantes.
O delegado Adriano Leite de Assis destacou que a
continuidade da operação será fundamental para ampliar a identificação dos
envolvidos, rastrear a cadeia de receptação das mercadorias e fortalecer as
provas reunidas no inquérito policial.




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