Avareense pode ser o próximo procurador-geral da República

Redação Região
O sub-procurador Mário Luiz Bonsaglia é o primeiro da lista tríplice e a escolha depende de Bolsonaro

Primeiro colocado entre os três indicados para concorrer ao cargo de procurador-geral da República, o avareense Mário Luiz Bonsaglia é favorito para substituir a procuradora Raquel Dodge, cujo mandato se encerra em setembro. Ele obteve 478 votos na consulta feita pela Associação Nacional dos Procuradores da República e seu nome será encaminhado ao presidente Jair Bolsonaro, a quem cabe decidir quem indicará para assumir o comando do Ministério Público Federal.

Esta é a terceira vez que Bonsaglia aparece numa lista tríplice. Na primeira, em 2015, disputou a indicação com Raquel Dodge e Rodrigo Janot, que foi o escolhido pela ex-presidente Dilma Rousseff. Na segunda, perdeu para Dodge, a escolhida pelo ex-presidente Michel Temer.

O avareense, de 63 anos, está no MPF desde 1991 e é considerado “independente” pelos colegas – em tese, um nome palatável a Bolsonaro. Também figura na lista tríplice os procuradores Luiza Frischeisen e BlalDalloul.

O procurador-geral da República é o comandante do MPF – um dos ramos do Ministério Público da União (MPU). Além de arbitrar disputas internas e coordenar o trabalho dos 1.152 procuradores da República em atividade, o ocupante desta cadeira também é a única autoridade no país com o poder de denunciar criminalmente deputados federais, senadores, ministros e o presidente.

Carreira ameaçada - O currículo de Mário Luiz Bonsaglia contempla a sua graduação em Direito, no ano de 1981, pela Faculdade de Direito da Universidade do Estado de São Paulo. Dez anos depois ele assumiu o cargo de procurador da República e logo teve ligações telefônicas grampeadas, recebeu cartas anônimas e várias ameaças de morte.

Tudo porque havia decidido seguir à risca a recomendação do subprocurador-geral Cláudio Fonteles, no curso de introdução do MPF, em Brasília: "Vocês têm que pegar os tubarões".

Recém-nomeado, o avareense fora designado para o inquérito das importações superfaturadas de equipamentos de Israel para as universidades paulistas e para as polícias, no governo Orestes Quércia. Como credencial para a indicação, valeu sua experiência na Procuradoria do Estado, quando criara a fama de ser um "procurador combativo".Essa vocação, contudo, só viria a se firmar depois de muita hesitação ainda na época de estudante em Avaré.

Bonsaglia hesitava entre estudar física ou medicina, tendo também frequentado o curso de jornalismo. Em 1982, trancou a matrícula no curso de direito e fez vestibular de medicina. Dois anos depois, abandonaria as pretensões de vir a ser médico e prestou concurso para procurador.

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