Fiscalização do TCE aponta irregularidades em unidades de saúde da região de Avaré

Redação Região
Fiscalização apontou irregularidades em unidade de saúde de Avaré (SP) — Foto: TCE/Divulgação

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) divulgou parte do resultado de uma fiscalização feita em unidades de saúde da região de Avaré (SP). O primeiro relatório apontou irregularidades nos serviços prestados em Águas de Santa Bárbara (SP), Arandu (SP), Manduri (SP) e Avaré.

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Manduri foi um dos locais fiscalizados pelos agentes do TCE, que verificaram que várias salas estão interditadas, entre elas o centro de esterilização e o centro cirúrgico.

Foram constatadas também irregularidades estruturais no prédio, como rachaduras, infiltrações e remédios guardados de forma incorreta, no chão.

Já em Arandu (SP) foi encontrado um aparelho de raio-x, recebido em setembro de 2018, que ainda está encaixotado, além de salas interditadas que estão sendo utilizadas como depósito.

Foi verificado ainda que um médico estava há 48 horas de plantão na unidade, quando o permitido são 24 horas.

Em Águas de Santa Bárbara, a Unidade de Básica de Saúde (UBS) do município também foi fiscalizada e medicamentos vencidos que seriam descartados foram encontrados junto de outros materiais.

Em Avaré, os agentes do TCE estiveram no posto de saúde do bairro Ipiranga. Foram encontrados equipamentos novos, mas que ainda não estão sendo utilizados, além de material infectante guardado de forma incorreta e até um cachorro que estava dentro da sala de espera.

Também foi achada uma cabine de segurança biológica para exames de tuberculose que está encaixotada na unidade desde 2018, uma balança nova sem uso por falta de cabo de energia, armários com medicamentos na sala de emergência e lixo hospitalar armazenado de forma precária.

O Departamento de Saúde de Manduri informou que os medicamentos que estavam no chão tinham sido entregues pela manhã e que a farmacêutica responsável começou a trabalhar há menos de dois meses e está adequando o fluxo de trabalho e organizando o espaço.

Sobre os extintores vencidos, o departamento disse que a troca foi solicitada. Quanto à sala de esterilização, o município informou que o apontamento foi feito pela Vigilância Sanitária Estadual e por isso o aparelho, que é velho, não está sendo utilizado e por isso o serviço é feito em outras UBS.

Sobre as condições do prédio, a prefeitura disse que um relatório feito pelo setor de engenharia garante que não há risco estrutural iminente e que aguarda um pedido feito ao Ministério da Saúde de readequação do prédio para um pronto-atendimento municipal.

Informou ainda que um outro prédio já está com 90% das obras concluídas e que atenderá todas as exigências estruturais e funcionais da saúde.

A prefeitura de Arandu disse que o aparelho de raio-x mostrado é um aparelho com tecnologia digital e para instalação foi necessária a reforma da antiga sala e adequação das instalações elétricas do hospital, que estão em fase final, e que em 60 dias o equipamento deve estar instalado e em funcionamento. Sobre as salas interditadas pela Vigilância de Saúde Estadual, a prefeitura disse que devem ser reformadas e receber nova destinação.

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