Paranapanema recebe Gláucio Nascimento que está refazendo o ‘Caminho dos Tropeiros’

Assessoria de Comunicação Região
Mauricio Ibanez, Joao Trinta, Amauri Claro, Glaucio Nascimento, Gilberto, João Miguel e Bodinho

Os tropeiros surgiram com a exploração do ouro, mas não eram mineiros. Firmaram-se com o transporte de gado, mas não eram vaqueiros. Dedicaram-se ao café, mas não eram lavradores. Viviam a levar e trazer produtos, mas não eram caixeiros-viajantes. Eram tropeiros, homens de hábitos simples, riso largo, sem parada, mas com destino certo. Eles ajudaram a desbravar este País, enfim. Os tropeiros têm lugar especial na história do Brasil. Apareceram entre os séculos 17 e 19. Viajavam no lombo de burros e mulas, suprindo as necessidades de alimentos dos exploradores de minas entre as regiões Sul e Sudeste do País. Enfrentavam sol escaldante, chuva cortante e, muitas vezes, deram com os burros n’água, como diz a expressão que, usada até hoje, é apenas uma das heranças dos tropeiros.

O dito popular teria vindo de uma lenda que conta que dois tropeiros disputavam um cliente – o que chegasse primeiro ao destino ganharia. Um escolheu carregar algodão, por ser leve. O outro, sal, pelo volume. Cada um tomou seu rumo, mas ambos tiveram de enfrentar um rio inesperado e as cargas de algodão e de sal se perderam. O algodão adquiriu enorme peso e o sal se perdeu nas águas. Moral da história: deram com os burros n’água! Essa e outras histórias permeiam a rica vida dos tropeiros, responsáveis pela criação e pelo desenvolvimento de diversas cidades brasileiras, pelo traçado original da BR-116 e pelo surgimento do famoso arroz-de-carreteiro, entre outros tantos feitos. Resgatá-los é, no mínimo, revisitar o passado para entender e dar valor ao Brasil de hoje.

Há muitas histórias desse período para serem contadas e nada melhor para aprendê-las do que refazer esse percurso. Assim, os governos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, em uma ação conjunta, lançaram em 2005: o Caminho das Tropas, saindo de Cruz Alta (RS) e chegando a Sorocaba (SP) passando pelos municípios envolvidos, além de incentivar a realização de “Cavalgadas” nas cidades.

Em 2005, amigos da região, liderados pelo Tropeiro José Ricardo Maciel (Tatão) e pelo Turismólogo Mauricio Ibanez (na época Secretário de Turismo de Paranapanema), organizaram a Comitiva Santa Albertina, que representou Paranapanema e Região, se juntando à outras comitivas na primeira Tropeada pelo Caminho Paulista das Tropas – Itararé à Sorocaba (2005), e que nos anos seguintes deu visibilidade a importante história dos “Tropeiros” em Paranapanema e cidades vizinhas; A Comitiva participou e realizou também a 1ª Cavalgada Ecológica Rumo à Barretos em 2007 que culminou com um Encontro com a Comitiva do Centenário (Homenagem ao Centenário do arquiteto Oscar Niemeyer organizada por seu neto, Carlos Oscar) e em 2008 (Homenagem a cidade Barretos – com o plantio de centenas de mudas de Ipê Amarelo).

A Comitiva da época, foi formada por tropeiros, criadores de mulas e cavalos e simpatizantes por cavalgadas, que buscam valorizar e divulgar a cultura, tradições e os costumes tropeiros, bem como ações de preservação ambiental e promoção do Turismo da nossa Região, pois contou com integrantes de Buri, Campina do Monte Alegre, Capão Bonito, Itapetininga, Itapeva, Itatinga, Ribeirão Grande, Angatuba e Paranapanema. Durante a Festa Internacional de Peão de Rodeio de Barretos-SP em 2008, a Comitiva recebeu uma homenagem no Rancho das Comitivas (Queima do Alho) onde deixou registrada sua aventura em uma placa no local, durante o Programa No Alto da Serra, do saudoso apresentador Eloi Carlone – Canal Terra Viva.

Agora em 2019, Paranapanema recebeu a visita do Sr. Gláucio Nascimento que está refazendo e realizando o percurso pelo histórico Caminho dos Tropeiros (Projeto Resgatando Tradições), partindo do município de Viamão, no Estado do Rio Grande do Sul e irá até a cidade de Barretos-SP, ou seja, passando por quatro Estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo). Gláucio chegou ao Distrito Campos de Holambra em 17 de Julho e foi recebido na Chácara Taquara Branca pelo Sr. Amauri Claro e amigos e seu próximo destino será Itatinga, rumo à Barretos.

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