Beto Louco enfrenta resistência do MP em acordo de delação premiada
Natural de Avaré, empresário propôs pagar R$ 1 bilhão e entregar servidores e magistrados
Por Informe Regional A
proposta de delação premiada do empresário Roberto Augusto Leme, conhecido como
“Beto Louco”, natural de Avaré, enfrenta resistência no Ministério Público de
São Paulo (MPSP) e pode ser rejeitada. Foragido há mais de sete meses, ele
tenta firmar acordo após ter negociação semelhante recusada pela
Procuradoria-Geral da República (PGR).Investigadores cobram informações mais
detalhadas e provas inéditas sobre a suposta participação do Primeiro Comando
da Capital (PCC) em um esquema de fraude, sonegação fiscal e lavagem de
dinheiro no setor de combustíveis, investigado na Operação Carbono Oculto.
Apontado
como gestor financeiro do grupo Copape/Aster, Beto Louco teria proposto
devolver cerca de R$ 1 bilhão aos cofres públicos e implicar servidores e
magistrados. No entanto, promotores avaliam que parte das informações já seria
conhecida e que não há confirmação de ligação direta com o PCC, ponto central
das investigações.
Outro
fator que pesa contra o acordo é a ausência de nomes com foro privilegiado e o
fato de alguns citados já terem sido investigados anteriormente.
As
negociações são conduzidas junto a membros do Gaeco e ao procurador-geral de
Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira, responsável pela decisão final sobre a
homologação, que segue em análise.
Segundo
as investigações, o grupo teria adquirido empresas do setor de combustíveis em
2020 e utilizado a estrutura para fraudes fiscais, lavagem de dinheiro e
adulteração de produtos, além de expansão forçada no mercado com apoio de
integrantes do PCC.
Enquanto
o caso avança, Beto Louco segue foragido e no centro de uma das maiores
investigações recentes do setor no país.





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