Polícia Civil esclarece assassinato de Jennifer Eduarda, morta com extrema violência


Polícia Civil esclarece assassinato de Jennifer Eduarda, morta com extrema violência Foto: Reprodução

Quase cinco anos após a morte de Jennifer Eduarda, de 18
anos, a Polícia Civil de Avaré apresentou, nesta segunda-feira (17), novos
detalhes sobre o homicídio ocorrido em setembro de 2021. Segundo a
investigação, a jovem foi escolhida aleatoriamente por estar sozinha e foi
assassinada com extrema violência.

 

De acordo com a nova versão apresentada em coletiva na
Delegacia Seccional de Avaré, Jennifer foi abordada na região central da cidade
e levada para uma área rural. No local, teria sido atingida com uma facada no
pescoço, três golpes de faca no abdômen, golpes na cabeça com uma barra de
ferro e, posteriormente, novos ataques com uma faca. O exame necroscópico
apontou traumatismo cranioencefálico como causa da morte.

 

Após o assassinato, os envolvidos teriam transportado o
corpo e retornado ao local durante a madrugada. Eles teriam conseguido
combustível em um posto de abastecimento e ateado fogo ao corpo, numa tentativa
de eliminar vestígios. Jennifer desapareceu em 24 de setembro de 2021 e foi
encontrada carbonizada seis dias depois, em 30 de setembro.

 

A Polícia Civil afirma que não havia relação próxima entre a
vítima e os suspeitos. Segundo o depoimento considerado central para a
investigação, Jennifer teria sido escolhida porque os envolvidos queriam matar
alguém para experimentar a sensação de tirar uma vida.

 

Um vestígio encontrado pela perícia na cerca da propriedade
também poderá ser esclarecido. Na época, foram identificados materiais
semelhantes a cabelos. Em novo depoimento, uma mulher que admitiu participação
afirmou que usava cabelo sintético na noite do crime e que parte dele pode ter
ficado presa na cerca. A Polícia Civil pretende solicitar um laudo
complementar.

 

A investigação também descartou, com base no depoimento
apresentado, a ocorrência de violência sexual. Segundo a polícia, as agressões
estavam diretamente relacionadas à execução da jovem.

 

A nova fase da apuração começou após uma denúncia anônima
feita pelo Disque-Denúncia (181), no final de 2025, que apontou nomes de
possíveis envolvidos. Os investigadores realizaram diligências e medidas
autorizadas judicialmente. Dois homens foram ouvidos em 13 de agosto e tiveram
os celulares apreendidos. No dia seguinte, uma mulher retornou espontaneamente
à delegacia e confessou participação no crime.

 

Segundo a Polícia Civil, após o homicídio, os envolvidos
teriam feito um pacto de sangue para manter o crime em segredo. A mulher se
feriu durante o ritual e procurou atendimento médico dois dias depois,
informação confirmada pelos investigadores. Ela permanece em liberdade e
colabora com a apuração.

 

Dois homens foram presos temporariamente no sábado (15), por
decisão judicial. Ambos admitiram participação, mas apresentaram versões
diferentes sobre o grau de envolvimento. As prisões têm prazo inicial de 30
dias, enquanto a Polícia Civil continua reunindo elementos e poderá solicitar a
prisão preventiva.

 





































A investigação permanece em andamento para individualizar a
participação de cada suspeito e concluir o inquérito. Para a Polícia Civil, a
denúncia anônima foi fundamental para dar novo rumo ao caso, que nunca chegou a
ser arquivado.




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