Pix por aproximação deixa de ter limite fixo de R$ 500 a partir desta quinta-feira
Foto: © Bruno Peres/Agência Brasil O Pix por aproximação passa a ter novas regras a partir desta quinta-feira (1º). O Banco Central (BC) retirou o limite específico de R$ 500 por transação para essa modalidade. A mudança foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada em junho, e permite que cada cliente solicite ao banco a redução ou ampliação dos limites, conforme as regras de segurança da conta.
Com a alteração, pagamentos superiores a R$ 500 poderão ser realizados por aproximação, desde que estejam dentro do limite definido para a conta. Portanto, não haverá um novo teto único para substituir o valor anterior: uma transação de R$ 600 ou R$ 1 mil, por exemplo, poderá ser feita se o limite do cliente permitir.
A instituição financeira deverá disponibilizar, pelo aplicativo, ferramentas para gerenciamento desses limites. O procedimento poderá variar entre os bancos, mas, em geral, o usuário deverá acessar as configurações do Pix e solicitar o aumento ou a redução do valor autorizado.
A mudança também alcança outras formas de iniciação de pagamentos previstas na regulamentação, incluindo operações realizadas por Código QR e pela jornada sem redirecionamento do Open Finance.
Como funciona o Pix por aproximação
A modalidade utiliza a tecnologia NFC (Near Field Communication), que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento. O recurso pode ser oferecido pelo aplicativo da instituição financeira ou por carteiras digitais compatíveis. Para utilizar uma carteira digital, é necessário vincular previamente a conta bancária ao serviço.
Depois da configuração, o usuário informa que fará o pagamento via Pix, confere o valor e os dados da cobrança, aproxima o celular da máquina e realiza a autenticação exigida.
O Banco Central destaca que a modalidade mantém mecanismos de segurança e autenticação.
Cuidados continuam importantes
Com a possibilidade de pagamentos acima de R$ 500, a recomendação é redobrar a atenção antes de concluir uma operação. O usuário deve conferir o valor e os dados apresentados na maquininha e no celular, manter mecanismos de bloqueio e autenticação ativos, acompanhar as notificações das transações e revisar periodicamente os limites configurados no aplicativo do banco.
A retirada do teto específico não significa que os pagamentos ficarão sem controle: os limites definidos pela instituição e os mecanismos de segurança continuam sendo aplicados às operações.
Pix por aproximação ainda representa pequena parcela
Apesar do crescimento do Pix por aproximação, a modalidade ainda representa uma parcela pequena do total de operações realizadas pelo sistema. O recurso utiliza NFC e exige que o aparelho e o meio de pagamento sejam compatíveis com a tecnologia.
O Pix, criado pelo Banco Central em 2020, segue como um dos principais meios de pagamento utilizados no país. A modalidade por aproximação foi incorporada ao sistema posteriormente, permitindo pagamentos sem a necessidade de digitar a chave ou escanear um código QR.





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