Tropeada Paulista percorre mais de 230 km e celebra tradição tropeira no interior de SP
Foto: Arquivo Pessoal A 13ª edição da Tropeada Paulista chega ao fim neste sábado
(30) em Sorocaba (SP), após percorrer 236 quilômetros desde Itararé (SP). A
comitiva, formada por cerca de 50 montarias, iniciou a jornada em 22 de maio,
refazendo parte do antigo caminho da Estrada Real entre Viamão (RS) e Sorocaba.
Durante dez dias, os tropeiros passaram por cidades como
Itapeva, Buri, Itapetininga, Alambari, Capela do Alto, Iperó e Araçoiaba da
Serra, enfrentando chuva, frio e trajetos de até 40 quilômetros por dia.
Coordenador da comitiva, Orailson Pereira destacou que a
tropeada reúne homens, mulheres e jovens com o objetivo de preservar a cultura
e a história do tropeirismo, um dos ciclos econômicos mais importantes do país.
Ao longo do percurso, os participantes contam com apoio das comunidades locais
para alimentação, descanso e cuidados com os animais.
A historiadora Alba Regina Luisi explica que cidades como
Itapetininga tiveram seu desenvolvimento diretamente ligado ao tropeirismo,
servindo como ponto de descanso para as tropas que seguiam rumo à tradicional
Feira de Muares de Sorocaba. Segundo ela, as mulas eram os animais mais
utilizados devido à resistência e ao menor custo.
Para os participantes, a tropeada mantém viva a memória de
uma atividade que marcou a formação econômica e cultural de diversas regiões
brasileiras. Vestígios desse período, como capelas, pontes, casarões e antigos
postos de registro, ainda podem ser encontrados ao longo do trajeto.





COMENTÁRIOS