Morte de moradora após vacina da dengue é investigada pelo Ministério da Saúde; família denuncia negligência médica

Fonte: portal G1
Morte de moradora após vacina da dengue é investigada pelo Ministério da Saúde; família denuncia negligência médica Família alega que Ângela foi vítima de negligência médica — Foto: Arquivo pessoal

O Ministério da Saúde investiga a morte de uma moradora de
Paranapanema (SP), de 48 anos, ocorrida após a aplicação da vacina contra a
dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. O caso está entre os dois óbitos
que motivaram a suspensão temporária da vacinação em todo o país para
reavaliação da estratégia vacinal.

 

Segundo o Ministério, a mulher morreu 19 dias após receber o
imunizante e apresentou sintomas de dengue grave associados a comprometimento
neurológico, diagnosticado como meningoencefalite. Apesar da investigação em
andamento, ainda não há comprovação de relação causal entre a vacina e o óbito.

 

A filha da vítima, Daiane Diniz, afirma que a mãe apresentou
sintomas como manchas pelo corpo, dores intensas, vômitos e mal-estar cerca de
duas semanas após a vacinação. Ela acusa o hospital municipal de Paranapanema
de negligência no atendimento e relata que a mãe recebeu alta mesmo
apresentando sinais preocupantes.

 

Após piora do quadro, a paciente foi socorrida novamente e
transferida para a Santa Casa de Avaré, onde foi tratada com suspeita de
meningite e AVC. A família também questiona a falta de comunicação sobre
possíveis reações relacionadas à vacina durante o atendimento médico.

 

Antes da morte, Daiane registrou boletim de ocorrência
denunciando suposta negligência médica. O caso é investigado pela Polícia Civil
como lesão corporal, e a Prefeitura de Paranapanema instaurou uma sindicância
para apurar as alegações da família.

 

O Ministério da Saúde informou que a suspensão da vacina
ocorre por precaução após o registro de 42 reações adversas severas entre cerca
de 500 mil doses aplicadas. Desses casos, três foram considerados graves,
incluindo os dois óbitos sob investigação.

 

























O Instituto Butantan e o Ministério da Saúde reforçam que,
até o momento, não há evidências que comprovem que as mortes foram causadas
pelo imunizante. A Anvisa irá reunir especialistas para aprofundar as
investigações sobre possíveis fatores de risco e comorbidades envolvidas nos
casos.




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