Artigo de médico e escritor itaiense ganha repercussão na mídia brasileira
Texto de autoria de Fausto Flor Carvalho aborda o significado da paternidade e reúne reflexões sobre o papel dos pais na formação dos filhos
Foto: Divulgação O artigo “O que significa ser pai”, de autoria do médico
pediatra e escritor itaiense Fausto Flor Carvalho, ganhou repercussão em
diversos veículos de comunicação do Brasil durante as comemorações do Dia dos
Pais.
Reconhecido por sua atuação nas áreas de pediatria e
paternidade, Fausto Carvalho é autor das obras Pai sem Sacrifício e Bom Pai,
Mau Pai, além de colaborar com diferentes veículos de imprensa com conteúdos
relacionados à paternidade e à pediatria.
O artigo “O que significa ser pai” foi reproduzido por
diversos órgãos de imprensa, entre eles o Rio da Serra (MT), Jornal de
Gravataí, Folha de Cachoeirinha e Zero Hora, do Rio Grande do Sul, além do
portal Correio 24 Horas, importante veículo de comunicação da Bahia, entre
outras publicações.
O portal O Nortão, que reúne conteúdo jornalístico voltado a
estados da região Norte e Centro-Oeste, como Mato Grosso, Rondônia, Acre,
Amazonas e Pará, também divulgou o release do livro Bom Pai, Mau Pai,
destacando suas lições de paternidade para os dias atuais.
A obra também foi incluída entre as sugestões de presentes
para o Dia dos Pais pelo portal cultural Entrementes, em uma publicação que
reuniu três livros indicados para a data. O conteúdo pode ser conferido no portal.
O site de cultura e entretenimento Vírgula também publicou uma matéria
destacando as lições de paternidade apresentadas por Fausto Carvalho.
Com conhecimento acumulado na pediatria e dedicado à
reflexão sobre o papel dos pais, Fausto Carvalho procura, por meio de seus
livros e artigos, não apenas transmitir ensinamentos, mas também contribuir
para a preparação dos homens para a paternidade e para uma compreensão mais
profunda da relação entre pais e filhos.
Suas reflexões reforçam a importância de conhecer,
compreender e acompanhar de perto o desenvolvimento dos filhos, transformando a
experiência da paternidade em uma oportunidade de aprendizado, cuidado e
construção de vínculos.
Em Tempo: Segue texto na integra
O que significa ser pai hoje
Por Fausto Flor Carvalho
Ser pai nunca foi simples, mas talvez nunca tenha sido tão
desafiador quanto agora. Vivemos um tempo inédito, com até cinco gerações
convivendo ao mesmo tempo, separadas por uma tecnologia que aproxima quem está
distante e afasta quem está por perto. Em mais de vinte anos de consultório,
vejo crianças e adolescentes cada vez mais isolados, sozinhos, muitas vezes
tristes, e pais que, com toda a boa vontade, admitem não saber por onde
começar.
O maior engano da paternidade moderna é confundir provisão
com presença. Muitos homens se dedicam intensamente ao trabalho acreditando
que, ao garantir conforto e oportunidades, estão cumprindo seu papel. Mas
nenhum sucesso fora de casa compensa a ausência dentro dela. E não falo apenas
do pai que viaja ou trabalha demais, falo do pai que está no mesmo sofá que o
filho, com os olhos presos na tela do celular. Podemos chamar esse fenômeno de
abandono virtual, e ele talvez seja a forma mais comum de negligência dos
nossos dias.
Ser pai hoje é, antes de tudo, estar presente de verdade. É
olhar nos olhos, ter tempo sem pressa, conhecer os medos e os sonhos de cada
filho. É abençoar com palavras, dizer em voz alta o que admiramos neles, e não
apenas apontar o que precisam corrigir. É posicionar-se, impor limites com
afeto, entender que a neutralidade, tão útil em outras áreas da vida, na
criação dos filhos costuma ser apenas outro nome para omissão.
É também preparar, e não apenas proteger. Num mundo de
satisfação imediata, uma das maiores heranças que um pai pode deixar é ensinar
o filho a lidar com a frustração, a esperar, a ouvir um "não". Quem
não aprende isso em casa sofre com ele lá fora. E isso não se faz sozinho:
criar bem é tarefa de parceria, com a mãe e toda a rede de afeto ao redor da
criança.
Ser pai também é pensar no que deixamos. Não na herança, os
bens que se gastam e se dividem, mas no legado: o caráter, os valores e os
exemplos que permanecem em quem nossos filhos se tornam. O maior patrimônio de
um filho é a pessoa que ele será.
E há uma verdade que gostaria que todo pai entendesse: nunca
é tarde para mudar. A forma de criar pode ser revista, ajustada e reaprendida
em qualquer fase da vida. Reconhecer um erro não é fraqueza, é o primeiro passo
para reconstruir vínculos.
Não existe pai perfeito, e essa cobrança só nos paralisa.
Existe o pai possível, aquele que erra, aprende e recomeça. Neste Dia dos Pais,
mais do que uma homenagem, fica um convite: troque a culpa pela presença. Seus
filhos não precisam de um pai impecável. Precisam de um pai por perto.







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