Município suspende novamente aulas da rede municipal após identificação de parasita na água
Foto: Ricardo Kern/TV TEM A Prefeitura de Itapeva (SP) voltou a suspender as aulas da rede municipal de ensino na área urbana entre esta quarta-feira (4) e sexta-feira (6), após análises do Instituto Adolfo Lutz identificarem a presença do protozoário Cryptosporidium spp. na água que abastece o município.
A decisão foi anunciada na noite de terça-feira (3) pela prefeita Adriana Duch Machado (MDB), por meio das redes sociais. Segundo a administração municipal, a medida busca preservar a saúde de alunos, professores e servidores.
As aulas já haviam sido suspensas em 29 de outubro e foram retomadas nesta terça-feira (3). A cidade registrou aproximadamente 2,6 mil casos de gastroenterite em apenas 20 dias.
De acordo com a Prefeitura, embora as caixas-d’água das escolas tenham sido abastecidas, a capacidade limitada dos reservatórios pode provocar desabastecimento nas unidades. Na zona rural, as aulas estão mantidas, pois as escolas recebem água de poços próprios, sem ligação com o sistema da Sabesp.
O Instituto Adolfo Lutz também identificou, em análises clínicas de pacientes, a bactéria Escherichia coli enteroagregativa, além do protozoário encontrado nas amostras de água.
Novas análises da Sabesp
Em comunicado divulgado no sábado (31), a Sabesp informou que análises realizadas com amostras coletadas nos dias 27 e 29 de outubro não identificaram os patógenos associados aos casos de gastroenterite registrados no município.
Foram examinadas amostras do manancial responsável pelo abastecimento e das Estações de Tratamento de Água (ETAs) Aranha e Pilão. Segundo a companhia, mais de 230 amostras foram coletadas entre 1º e 29 de outubro, todas indicando conformidade com os padrões de potabilidade.
Apesar dos resultados, as orientações de segurança continuam valendo para a população.
Câmara abre investigação
A Câmara Municipal de Itapeva instaurou, em 26 de outubro, uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a qualidade da água distribuída pela Sabesp.
A comissão terá 90 dias para apurar possíveis falhas no tratamento e no abastecimento, além de verificar a relação entre o fornecimento de água e o surto de gastroenterite.
O requerimento de abertura foi assinado por 11 vereadores, sendo cinco integrantes da comissão. A conclusão dos trabalhos está prevista para o período entre o fim de fevereiro e o início de março de 2027, considerando o recesso legislativo de janeiro.




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